A loja é uma bagunça só. A fachada ganhou desenhos do Super Mario e também do herói japonês Ultraman. Há um painel com seis discos de vinil pendurados sobre a porta de entrada e os consoles de vídeo games expostos no pequeno balcão acabam atraindo uma legião cada vez maior de nerds à loja Super Anos 80, inaugurada há um ano, no bairro do Cambuci. Portuga joga sozinho Cruis’n USA, game lançado em 1994 para o Nintendo 64. De tão compenetrado na brincadeira, às vezes, ele nem vê os clientes que entraram.

São 23 prateleiras que sustentam fitas, vinis, jogos, bonés, rádios, canetas, cartas, camisas, uniformes, consoles e brinquedos. Ao todo, 600 objetos retrôs estão milimetricamente bagunçados na loja. Delfim Carvalho Gonçalves, o “Portuga”, de 41 anos, é colecionador desde 1999. “Minha mulher já brigou muito comigo por isso”, conta. “Ela achava que eu trazia muito lixo para casa. Hoje, ela percebeu que o negócio é rentável”. Portuga é casado com a compreensível Denise há 12 anos e tem dois filhos – Giovana, 9, e Gabriel, 6. “O caçula apresenta os vídeo games aos clientes, assopra as fitas e vai comigo às feiras”, conta Portuga.

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